domingo, 14 de novembro de 2010

OS BICHOS DE BONITO

Livro reúne estudos sobre a riqueza da fauna do município conhecido pelas suas cachoeiras

Cidade conhecida por suas cachoeiras, Bonito reserva também uma pequena mostra da diversidade ambiental de Pernambuco. Entre córregos e pés de serra, o município situado na faixa de transição da Zona da Mata para o Agreste abriga, pelo menos, 15 espécies de anfíbios, 14 de répteis, 27 de mamíferos e 150 aves. Os números são resultado de um levantamento científico que foi reunido no livro recém-lançado Bonito Pernambuco: História e Ecologia. Organizado pelo fotógrafo Kleber de Burgos, a obra apresenta estudos de oito coautores responsáveis pelos capítulos e inclui ainda a colaboração de outros 22 pesquisadores. Mais do que isso, faz um registro da natureza e se transforma em um apelo pela preservação.


O organizador acredita que, considerando o trabalho de campo de todos os autores, o levantamento soma o período de cinco anos de pesquisas. ´O objetivo era criar um produto para profissionais e leigos preocupados em reconhecer a natureza. Acredito que criamos subsídios para o desenvolvimento de várias ações de preservação`, afirmou o fotojornalista, citando o mapeamento realizado da fauna e da flora da região. Uma das justificativas para a biodiversidade da área, segundo os especialistas, é a posição geográfica do município, favorecido por apresentar características de dois biomas, a floresta da Zona da Mata e a savana do Agreste.

Um perfil que atraiu a atenção de pesquisadores do Smithsonian Institute, nos EUA, que estiveram na região, em 1884, para coletar espécies da fauna e da flora. ´Eles encontraram uma paisagem totalmente diferente da atual, uma vez que, hoje, temos apenas 7,3% da área original de floresta atlântica`, lembra o presidente do conselho consultivo do Grupo Sabiá-da-Mata, Douglas Cintra. Atualmente, os resquícios de mata atlântica de Pernambuco fazem parte da área considerada como a mais ameaçada do ecossistema, em parte, pelo extensivo plantio de cana-de-açúcar na década de 1970.

Registro

No capítulo Aves de Bonito, a equipe da Associação de Observadores de Aves de Pernambuco (OAP) apresenta osprimeiros resultados do inventário realizado na região do Engenho Barra Azul, Véu de Noiva, Bonito Eco Park e Pedra do Rodeadouro. Durante as caminhadas, que tiveram o apoio de registro visual e sonoro (com gravadores), os observadores contabilizaram 150 espécies de aves nas três áreas investigadas em aproximadamente 25 horas de trabalho de campo. Das aves identificadas, oito estão ameaçadas de extinção e sete são endêmicas (exclusivas da região).

´A área possui tanta diversidade que fizemos os primeiros registros de algumas espécies para o estado`, destacou o biólogo Glauco Pereira, citando o curicaca (Theristicus caudatus) e o tororó (Poecilotriccus plumbeiceps). Ele ressalta que o resultado das expedições reforçou a importância de proteção e conservação da área. Um tom que todos os autores mantiveram com o intuito de revelar Bonito.




diariodepernambuco.com.br

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Folha de Pernambuco

BONITO - Será lançado, amanhã, às 19 horas, na livraria Cultura, o livro “Bonito-PE - História e Ecologia, do jornalista Kleber de Burgos, tendo como introdução texto de Douglas Cintra, suplente de senador e presidente da ONG Sabiá da Mata.



folhape.com.br

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Bonito além das belezas naturais

As belezas naturais do município de Bonito, no Agreste Meridional pernambucano, atraem milhares de turistas de dentro e fora do estado. A importância da fauna, flora e recursos naturais do lugar fizeram surgir em 2007 o Centro de Educação e Preservação Ambiental de Bonito-PE (Cepab), conhecido como Sabiá-da-Mata, que lança hoje o livro Bonito- Pernambuco: História e ecologia.

"A gente precisava conhecer a região. Sem conhecê-la, é impossível trabalhar com ela", explica o presidente do Sabiá-da-Mata, Zenóbio Malaquias de Souza.

A obra é resultado de pesquisas científicas que têm o local como campo de trabalho. Os textos são escritos por professores da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), com que a ONG Sabiá-da-Mata desenvolve parceria. "Optamos por não exaltar valores turísticos locais, a exemplo das famosas cachoeiras e trilhas", explica na introdução o organizador Klebe de Burgos.

Nada de pontos turísticos, indicações de lugares para visitar ou se hospedar. Os textos têm linguagem técnica e aprofundada. Aqui e acolá, alguns termos do estudo biológico, devidamente traduzidos no "glossário" ao final do livro.

As páginas do livro são recheadas com belíssimas imagens da cidade. Cachoeiras, paisagens e animais apresentados bem de perto. De borboletas a sapos, passando por inúmeras espécies de pássaros. As cores - fortes e naturais - são ponto forte do livro, que satisfazem ao duplo propósito de transmitir conhecimento e encantar a visão.

O lançamento acontece no salão de eventos do Plaza Hotel, que fica na Rua José Bezerra de Melo, 269, Centro, em Bonito. Com participação dos autores dos textos, o evento está marcado para as 20h. Na quarta-feira, haverá outro lançamento, na Livraria Cultura (Rua Madre de Deus, s/n, Recife Antigo). Informações: (81) 3737-1249.




diariodeparnambuco.com

sábado, 5 de junho de 2010

ONG Sabiá da Mata comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente com caminhada

O Centro de Educação e Preservação de Bonito, ONG Sabiá-Da-Mata, comemora a partir de amanhã o Dia Mundial de Meio Ambiente. A primeira atividade será uma mesa-redonda, amanhã, onde será debatida a questão do aquecimento global.

O segundo evento será no sábado com a 1ª caminhada ecológica da ONG Sabiá-Da-Mata, que culiminará com o plantio de 200 mudas. E os organizadores estão convidando todos. Participe!

A Sabiá-Da-Mata também realizará programas ambientais na Rádio Verdade e Rádio Rio Bonito, alusivos à Semana do Meio Ambiente.




bonitopernambuco.com

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Participe da caminhada e plantio de mudas nesse sábado

O Centro de Educação e Preservação de Bonito, ONG Sabiá-Da-Mata, comemora a partir de amanhã o Dia Mundial de Meio Ambiente. A primeira atividade será uma mesa-redonda, amanhã, onde será debatida a questão do aquecimento global.

O segundo evento será no sábado com a 1ª caminhada ecológica da ONG Sabiá-Da-Mata, que culiminará com o plantio de 200 mudas. E os organizadores estão convidando todos. Participe!

A Sabiá-Da-Mata também realizará programas ambientais na Rádio Verdade e Rádio Rio Bonito, alusivos à Semana do Meio Ambiente.

VEJA DETALHES DA PROGRAMAÇÃO ABAIXO:

04.06, às 19h – Abertura do evento pelo Presidente Zenóbio Souza

19h30 – Mesa-redonda sobre o tema: Aquecimento Global. Participantes: Prof. Antônio Vasconcelos (Antônio da Realiza), da UFRPE; Prof. Alexandre Saldanha, da Faculdade de Direito da AESO e OAB/PE; Dr. Valdecir Queiroz Filho, Diretor e Consultor da Empresa Terra Ecológica e Sócio Fundador da Associação Brasileira de Agricultura Biodinâmica do Nordeste e o Presidente da ONG Sabiá-Da-Mata, Zenóbio Souza.

21:00 Horas Encerramento/Confraternização

05.06 – 8h: Rádio Verdade: Programa Sabiá-da-Mata, alusivo à semana do meio ambiente. 11hs: Rádio Rio Bonito: Programa Sabiá-da-Mata, alusivo à semana do meio ambiente.

15h – 1ª caminhada ecológica ONG Sabiá-Da-Mata, partindo da Sede (em frente a igreja de São Sebastião) até o Loteamento Frei Damião, onde serão plantadas 200 mudas, doadas pela UFRPE





rauljungmann.com.br

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Esperança verde brota no horizonte

Na Paraíba, áreas para plantação de frutas e verduras sem agrotóxicos mostram que a agricultura familiar ajuda a mudar a sina de sertanejos
Ninguém acreditou quando a agricultora Maria Verônica de Oliveira, 32 anos, Verinha para os de casa, resolveu plantar no quintal fruta e verdura sem agrotóxico. Tinha perdido o juízo. Ali, no Sertão da Paraíba, só se falava em milho e feijão. Era a ladainha de sempre. Plantar e esperar que São Pedro ajudasse. Ela não quis conversa. Verinha só estudou até a 2ª série, nunca ouviu falar de Josué de Castro, mas, sem saber, seguiu ao pé da letra o conselho que o maior estudioso da fome deixou de ensinamento: “O homem de hoje deve criar o seu futuro. Para não ser esmagado por ele”. Pois foi o que Verinha fez. Foi criar o seu futuro e hoje ele é verde e próspero. Em pouco menos de meio hectare, fez uma revolução.

Dá gosto ver o quintal da agricultora, na zona rural do município de Monteiro. Alface, berinjela, mamão, acerola, tudo fresquinho e saudável. Associada a outros trabalhadores, ela vende sua produção na feira livre e nos supermercados da cidade. Comprou moto, geladeira, carro. A história de sucesso de Verinha foi um casamento de ousadia com oportunidade. A ousadia já nasceu com ela e a oportunidade surgiu quando os técnicos do Projeto Dom Hélder Câmara bateram em sua porta. Eles chegaram com uma conversa de agricultura familiar que agradou os ouvidos da agricultora. Ela enxergou ali a chance de reinventar seu destino. Tinha razão. Em todo o semi-árido, é a agricultura familiar que está mudando a sina Severina do sertanejo de fome e privação.

No Nordeste ela já responde por 84% da mão-de-obra ocupada na zona rural. Emprega sem precisar de patrão. Dá sustentabilidade e alternativa onde antes havia apenas fome e desolação. Só o Projeto Dom Hélder, financiado pelo governo federal, tem ações em seis Estados da região e investe, por ano, em torno de R$ 17 milhões. No Rio Grande do Norte, quem está animado com a novidade é o agricultor Francisco Antônio da Penha, 47. Ele e outras 30 famílias moram em duas comunidades miseráveis, que viviam de arrancar lenha para fazer carvão, mas de nome esperançoso: Sombras Grandes e Milagres, no município de Caraúbas, no Sertão do Apodi.

Lá, como na Paraíba, a agricultura irrigada abriu espaço na caatinga para a lavoura de frutas e hortaliças. “Até os passarinhos estão mais felizes”, diz seu Francisco. A maior felicidade do agricultor é saber que seus meninos agora comem três vezes no dia. “Quando vivia no mato, vivia morrendo de fome. Desde que o projeto da horta começou, não arranquei mais um pé de pau e a comida não falta mais. E sempre com uma carninha”, faz questão de dizer, sabendo o luxo que isso significa.

Em Ribeirão, na Zona da Mata pernambucana, o cenário é de cana e não de seca. Mas a necessidade de se reinventar para não morrer de fome é a mesma. Paulo Sebastião cresceu e se formou na terra. Um casamento herdado de nascimento, embora por muito tempo só pudesse usar esse chão para desfrute de outros amantes: os donos de usinas que fizeram Paulo e tantos outros carregarem toneladas de cana ainda na infância e adolescência. Aos 18 anos, ele se despediu desta mesma terra e partiu rumo à capital pernambucana, procurar matrimônios menos sofridos e famintos.

Na cidade, foi pedreiro, servente, vigilante e cobrador de ônibus. Veio o desemprego e Paulo, conhecido pelo apelido de Paciência, soube da desapropriação de alguns poucos hectares na mesma Zona da Mata de onde ele havia partido. Ele voltou à zona rural, vingando as palavras de Josué: “Este desadorado amor à terra que sempre lhe fez sofrer, faz com que o homem do Nordeste a defenda sempre (...) como se ela fosse uma mulher. É como se ele não pudesse viver longe dela, exilado deste amor”. Paciência, após 20 anos no exílio da cidade, fincou seu barraco de lona até que finalmente conseguiu seus cinco hectares.

Agora cercado pela paisagem uníssona da cana-de-açúcar, na zona rural do município de Ribeirão, e com a ajuda da capacitação da ONG Sabiá da Mata e da Universidade Federal Rural de Pernambuco, ele conseguiu construir um ambiente onde existem 46 tipos de fruteiras e 48 tipos de madeira. Paciência, a despeito de sua alcunha, fala rápido o que vê em poucos metros quadrados: abacaxi, açaí, banana, cacau, cajá, caju, café, cupuaçu, fruta-pão, jambo, mamão, manga, maracujá, pimenta do reino, pitanga e até mesmo cana-de-açúcar orgânica.

Foram três anos para recuperar o solo já ácido e erodido pela monocultura típica da região. A técnica para tanto é chamada de agroflorestamento, onde veneno e enxada são proibidos. Com as chamadas plantas adubadoras, ele dispensa químicos e colhe tudo com a mão, alternando sempre o local onde diferentes espécies são plantadas. Se alimenta de tudo o que colhe e escoa o excedente de sua produção em mercados locais de produtos orgânicos.

O próximo passo de Paciência é beneficiar alguns de seus frutos. Acaba de comprar uma casa de farinha e um engenho para fazer açúcar e planeja conseguir um freezer para armazenar polpas. “Quando cheguei aqui e comecei a plantar as árvores, teve gente que parava perto e perguntava se eu ia comer pau. Mas isso aqui é a solução para o pequeno agricultor”, diz Paciência. Verinha e seu Antônio, que estão domando a aridez do Sertão, concordam com ele. 




jconline

quinta-feira, 24 de abril de 2008

ONG Sabiá da Mata se instala em Bonito

O município de Bonito, localizado no Agreste do Estado, passou a contar com os trabalhos de uma nova Organização não Governamental. A ONG Sabiá da Mata foi instalada no município no último dia 19. Na ocasião, o Gestor de Proteção e Uso Sustentável dos Recursos Naturais da Sectma, Sérgio Mendonça representou a Secretaria.

“Bonito apresenta uma particularidade, pois se encontra em um brejo de altitude, região considerada altamente rica em biodiversidade. Além disso, o município possui um grande potencial hídrico/turístico. Com a criação desta ONG, a sociedade civil poderá participar do ordenamento do turismo ecológico, bem como estimular a criação de uma unidade de conservação estadual”, destacou Sérgio Mendonça durante entrevista à rádio Bonito FM.

A instalação da ONG contou ainda com a participação de representantes da UFRPE, UFPE, Conselho de Biologia, Procuradoria do IBAMA-PE, IPA e imprensa local. O evento foi composto ainda por uma visita à mata da chuva. 






sectma.pe.gov.br