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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Amazon proíbe venda de foie gras em seu site britânico

A Amazon, uma das maiores empresas de comércio eletrônico do mundo, anunciou nesta segunda-feira (07) que proibirá em seu site britânico a venda de foie gras - o fígado de pato ou ganso superalimentado, de maneira forçada e brutal. A decisão da filial inglesa foi adotada em conjunto com outras medidas ambientalistas e já causou repercussões na França, onde o alimento é um considerado um ícone da gastronomia.

Além de todos os itens "que contêm foie gras" o site baniu "todos os produtos à base de baleia, golfinhos, tubarão-elefante (incluindo o marfim) ou outros animais ameaçados de extinção".

As associações pelos animais aprovaram a medida. Em junho, a Voz Internacional dos Vegetarianos para os Animais (Viva, na sigla em inglês) tinha apresentado à Amazon um relatório com "as provas do sofrimento ignóbil causado pela produção de foie gras" e uma petição assinada por 10 mil clientes do site e simpatizantes da organização ambientalista.

Outros países europeus, como a Itália, já proibiram o foie gras em seus territórios por causa da crueldade contra patos e gansos durante a produção.

São Paulo

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou na quinta-feira passada, dia 3, um projeto de lei que proíbe a comercialização de foie gras nos restaurantes da cidade. O autor do projeto é o vereador Laércio Benko (PHS), que também é o vice-presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. A nova regra precisa passar por uma segunda votação antes de seguir para a sanção do prefeito Fernando Haddad (PT).

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Manifesto paralisa obras da Barragem Serro Azul

Aconteceu nesta quarta (31), às 7 horas da manhã, uma manifestação realizada pelas pessoas atingidas pela Barragem de Serro Azul, organizadas, paralisaram os trabalhos na barragem. Os atingidos reivindicavam uma Audiência com o Governo do Estado e o INCRA e seus respectivos assessores jurídicos para fim de negociar a seguinte pauta: 

1. Ressarcimento de 30% do valor das indenizações para as famílias que não puderam mais plantar e colher desde 2011. 

2. Oficialização ao INCRA sobre a ocupação das terras para a construção da barragem de Serro Azul. 

3. Finalizar o pagamento das benfeitorias para quem ainda não as recebeu. 
4. Oficialize a situação dos créditos para produção. 

5. Agilidade no reassentamento das famílias: terra e casa para quem deseja produzir e casa para quem deseja somente a casa. 

6. Garantir que as comissões dos atingidos pela barragem de serro azul possam acompanhar todo o processo de reassentamento das famílias. 

7. O governo do estado repasse ao INCRA a tarefa de distribuição das terras para as famílias atingidas pela barragem de serro azul, dentro dos módulos mínimos de Reforma Agrária e lhes dê as condições devidas. 

A manifestação reuniu em torno de umas 300 pessoas moradoras na área da barragem, engenhos: Verde, Canário, União, Pé de Serra e Assentamento Serra dos Quilombos. Somente às 14:30 horas foi quando chegou o ouvidor da secretaria de recursos hídricos e energéticos Jorge Araújo para negociar com os atingidos da barragem. O ouvidor se comprometeu em apresentar as reivindicações dos atingidos pela barragem de Serro Azul aos órgãos e pessoas competentes e dar uma resposta as solicitação para a comissão representante dos atingidos no dia 07 de agosto de 2013. 

Passava das 15:30 horas quando, acordados, os atingidos liberaram os trabalhos na obra da barragem. 




























Informações e fotos: Sandra Aparecida Leoni

sábado, 26 de janeiro de 2013

Tratado limita uso do mercúrio

Até 2020, a substância será eliminada de lâmpadas fluorescentes, pilhas, baterias, cimento, termômetros, entre outros.


Representantes de 140 países aprovaram o texto final de um futuro tratado ambiental que restringirá o uso e as emissões globais de mercúrio em vários produtos e em diferentes processos produtivos, como nas substâncias químicas. O documento é o resultado de dois anos de intensas negociações e estará novamente em pauta durante a conferência diplomática, marcada para ocorrer em outubro deste ano no Japão.

Apesar de o mercúrio ser um elemento presente na natureza, é um metal tóxico pesado, que pode levar riscos à saúde humana e ao meio ambiente. O tratado será denominado Convenção de Minamata sobre Mercúrio e precisa ser ratificado por 50 países para entrar em vigor. O Brasil apoia o controle do uso e a redução de emissões e liberações da substância para o meio ambiente, afirma a diretora de Qualidade Ambiental da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano (SRHU) do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Letícia Carvalho.

MARCO REGULATÓRIO

A aprovação deste tratado representa grande avanço, por se constituir em marco regulatório importante para o meio ambiente. O documento lista as principais fontes de mercúrio, determina a adoção de melhores técnicas e melhores práticas ambientais no caso de novas fontes, além de medidas de controle e, quando possível, de redução das emissões para as fontes já existentes.

O texto da Convenção de Minamata coloca, como fontes do metal, as usinas de energia a carvão; a siderurgia de chumbo, cobre, zinco e ouro; a incineração de resíduos e a produção de cimento, entre outras. Também prevê o controle do uso da substância na mineração artesanal de ouro por meio de planos de ação nacionais.

PERIGO À SAÚDE

Nesse ponto, esclarece Letícia Carvalho, o tratado vai ao encontro à formalização da atividade de mineração artesanal de ouro. “Planos nacionais de ação devem prever objetivos e metas de redução do uso do metal para proteger a saúde, o meio ambiente, com atenção especial para mulheres, grávidas e em amamentação, e crianças”, enumera.

Os debates sobre a redução do uso do mercúrio começaram em 2009, quando o Conselho das Nações Unidas entendeu que esta substância possui grande potencial para afetar negativamente a saúde humana e o meio ambiente. A construção de regras internacional resultou do trabalho do Comitê Intergovernamental de Negociação (INC, na sigla em inglês), especialmente criado para elaborar um tratado internacional sobre o mercúrio.

As negociações formais tiveram início em 2010 e culminaram com o texto aprovado em 18 de janeiro, na quinta e última rodada de discussões, realizada em Genebra, Suíça, com a participação de delegações de 140 países.  




mma.gov.br