sábado, 26 de janeiro de 2013

Tratado limita uso do mercúrio

Até 2020, a substância será eliminada de lâmpadas fluorescentes, pilhas, baterias, cimento, termômetros, entre outros.


Representantes de 140 países aprovaram o texto final de um futuro tratado ambiental que restringirá o uso e as emissões globais de mercúrio em vários produtos e em diferentes processos produtivos, como nas substâncias químicas. O documento é o resultado de dois anos de intensas negociações e estará novamente em pauta durante a conferência diplomática, marcada para ocorrer em outubro deste ano no Japão.

Apesar de o mercúrio ser um elemento presente na natureza, é um metal tóxico pesado, que pode levar riscos à saúde humana e ao meio ambiente. O tratado será denominado Convenção de Minamata sobre Mercúrio e precisa ser ratificado por 50 países para entrar em vigor. O Brasil apoia o controle do uso e a redução de emissões e liberações da substância para o meio ambiente, afirma a diretora de Qualidade Ambiental da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano (SRHU) do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Letícia Carvalho.

MARCO REGULATÓRIO

A aprovação deste tratado representa grande avanço, por se constituir em marco regulatório importante para o meio ambiente. O documento lista as principais fontes de mercúrio, determina a adoção de melhores técnicas e melhores práticas ambientais no caso de novas fontes, além de medidas de controle e, quando possível, de redução das emissões para as fontes já existentes.

O texto da Convenção de Minamata coloca, como fontes do metal, as usinas de energia a carvão; a siderurgia de chumbo, cobre, zinco e ouro; a incineração de resíduos e a produção de cimento, entre outras. Também prevê o controle do uso da substância na mineração artesanal de ouro por meio de planos de ação nacionais.

PERIGO À SAÚDE

Nesse ponto, esclarece Letícia Carvalho, o tratado vai ao encontro à formalização da atividade de mineração artesanal de ouro. “Planos nacionais de ação devem prever objetivos e metas de redução do uso do metal para proteger a saúde, o meio ambiente, com atenção especial para mulheres, grávidas e em amamentação, e crianças”, enumera.

Os debates sobre a redução do uso do mercúrio começaram em 2009, quando o Conselho das Nações Unidas entendeu que esta substância possui grande potencial para afetar negativamente a saúde humana e o meio ambiente. A construção de regras internacional resultou do trabalho do Comitê Intergovernamental de Negociação (INC, na sigla em inglês), especialmente criado para elaborar um tratado internacional sobre o mercúrio.

As negociações formais tiveram início em 2010 e culminaram com o texto aprovado em 18 de janeiro, na quinta e última rodada de discussões, realizada em Genebra, Suíça, com a participação de delegações de 140 países.  




mma.gov.br

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O MOTE É: DESMATAMENTO RIMA COM IMPUNIDADE


Uma denúncia anônima chegou aos membros da ONG SABIÁ DA MATA, deixando-nos tristes, porém não surpresos, pois estamos acostumados a ver crimes ambientais passar “despercebidos” e impunes.


                O fato é que, em Bonito, tornou-se prática corriqueira a derrubada de árvores frutíferas para abastecer os fornos à lenha, principalmente das granjas (aviários) com a finalidade de aquecer as criações de frangos de corte da região. Os desmatamentos estão ocorrendo, sobretudo, nos sítios MAXIXE, IMBIRIBEIRA, QUILONGÁ E VIRAÇÃO.


                As árvores das anexas fotos são cajueiro e mangueira, imensos e cheios de frutos em desenvolvimento.

                Além de ser crime ambiental, a derrubada de árvores frutíferas é uma transgressão à anexa Lei Municipal 353/90, a qual ficou conhecida como Lei José Augusto, em homenagem ao seu mentor, que era agrônomo e professor do Município de Bonito e sempre tinha a defesa do meio ambiente em seus discursos.


                Se o homem fosse juiz de sua própria consciência, à luz dos ensinamentos de amor ao próximo deixado por Cristo, não precisaria de leis para regular as condutas sociais. O pior é que além de não haver consciência, inexiste fiscalização e consequentemente há o descumprimento das leis, sinônimo de impunidade.


Por ironia do destino, antes da redação da ementa da Lei supracitada, há a frase: “Bonito, um jardim suspenso entre o agreste e a mata”. Ora, se a vida humana está se tornando banal, imagina meio ambiente (...). Talvez um dia daremos valor ao meio ambiente quando o “jardim suspenso mencionado pelos legisladores bonitenses à época virar prolongamento da caatinga do castigado sertão. Aliás, a caatinga também está sendo devastada no sertão. O que será então de nós? O homem é o Lobo do próprio homem!


ONG Sabiá da Mata. Bonito, 16 de janeiro de 2013.

PROGRAMA PÉ NA RUA COM A ONG SABIÁ DA MATA

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Mensagem da ONG Sabiá da Mata ao povo de Bonito

 "Aqui a natureza tem feito muita coisa - o homem, nada. Aqui, a natureza oferece inumeráveis temas de estudo e admiração, enquanto os homens continuam a vegetar na escuridão da ignorância e na extrema pobreza, consequência apenas da preguiça"

O trecho acima foi extraído do livro 1808 do jornalista e escritor Laurentino Gomes (2 ed. 7ª reimpressão; Editora Planeta, p. 239) e tem autoria atribuída ao botânico inglês William John Burchell, que percorreu o Brasil entre os anos de 1825 a 1830, anotando em seus diários características da botânica brasileira.
  Quase duzentos anos após, a impressão daquele estrangeiro parece ser o retrato atual do Brasil e do nosso "pedacinho do céu no recanto do Brasil", a Bonito retratada na letra do seu hino.
  Como se vê pelas anexas fotos e vídeos produzidos por um dos membros na ONG Sabiá da Mata, o fogo foi a combinação perfeita com o calor escaldante que assolou o Município no mês de dezembro de 2012. Após dois dias de destruição em um dos fragmentos de mata que ainda restam, quando o fogo pareceia estar controlado, novamente ressurgiu, para a ingrata surpresa de todos, num flagrante que foi percebido por todos que chegavam à cidade. Quem é o culpado por essas queimadas criminosas?
Todos nós somos culpados por não cobrarmos das autoridades competentes as providências cautelares necessárias à inibição de cenas deploráveis como essas. As queimadas são um círculo vicioso em Bonito, seja na região da Capelinha, seja às margens da BR, mas a ignorância e a letargia dos que podem fazer alguma coisa para interromper tal praxe de verão é o combustível ideal para os criminosos que utilizam-se dessa complacência para desfrutar da conhecida IMPUNIDADE.
  Eis aqui a importância da educação ambiental, um dos mais importantes instrumentos de combate a crimes ambientais dessa ordem.
Bom, se medidas de prevenção não são difundidas e implementadas, só resta a esta singela ONG, pobre em recursos materiais e sem apoio, esperar junto aos que gostam de Bonito e veem a natureza como obra de Deus, a APURAÇÃO acerca da autoria desse crime que deveria ser equiparado a hediondo.
  Se nos orgulha vermos Bonito retratada como um oásis em meio à sequidão que ora nos atinge, a exemplo de matéria veiculada no Jornal Hoje da Rede Globo e da reportagem de capa da Revista Turismo na Serra (fonte: http://www.bonito360graus.com), medidas urgentes precisam ser tomadas para que o nosso cartão postal permaneça intitulado como "Terra das águas", sob pena de em um futuro breve, passar a ser chamado "Terra do Fogo". Não precisamos esperar mais centenas de anos para descobrir que o meio ambiente equilibrado é sinônimo de qualidade de vida e fonte de riqueza através da exploração do ecoturismo. Por acaso, a xará Bonito em Mato Grosso do Sul dá o bom e concreto exemplo de como conjugar preservação ambiental e crescimento econômico (http://www.portalbonito.com.br/).
Se ficarmos calados e conformados também seremos mais um ignorante e criminosos por omissão. Isso jamais ocorrerá enquanto houver, no mínimo, o direito constitucional de liberdade de expressão. Além de um desabafo, a presente manifestação é, acima de tudo, o desejo de que o cenário mude para melhor. Feliz 2013, Bonito!
 
 
 

domingo, 28 de outubro de 2012

SERRO AZUL: UM MAR DE ROSAS OU DE POEIRA?

Muitos insurgiram-se ou olharam atravessado em relação à campanha encabeçada pela Sabiá da Mata e os cidadãos que tinham a mínima noção das consequências que seriam trazidas pela Barragem de Serro Azul.
Hoje, o maior testemunho do desprezo são as próprias vítimas da região de Serro Azul. Segundo informações de moradores da área, a maioria da mão de obra empregada na obra é da cidade, ou seja, as pessoas que foram despejadas de suas casas e suas terras estão na miséria, pois não contam nem com a agricultura de subsistência. 
Ainda chegaram informações que o "negociador" das desapropriações utiliza tons de ameaça para forçar os moradores a aceitarem qualquer valor referente ao preço da indenização. A detonação das rochas com dinamite ocorre sempre ao meio dia, horário sagrado de almoço das pessoas: além do insuportável barulho, os moradores são obrigados a conviver com a poeira que parece não ter fim.
Os poucos que receberam a "fortuna" da indenização migraram para outras cidades e se eram considerados pobres, atualmente são miseráveis, sem casa, renda e sossego.
Deram um tom político à nossa campanha contra a forma como foi imposta a Barragem de Serro Azul, sem audiência pública em Bonito; sem a mínima garantia das compensações ambientais e sem proporcionar aos moradores da região a prévia e justa indenização. Tudo acontece como previsto ou até pior: "a corda arrebentou, como sempre, do lado mais fraco".
É agora, José?... 

quinta-feira, 19 de julho de 2012

DIRETORIA DA SABIÁ DA MATA É REELEITA E O TRABALHO CONTINUA

No último sábado, 14 de julho de 2012, houve eleição da na sede da ONG Sabiá da Mata, ocasião em que os atuais diretores foram reeleitos para estarem à frente da entidade durante mais um mandato.

A Presidência da entidade continuará sob a responsabilidade do associado fundador, Dr. Zenóbio Souza, que enfatizou a importância da Sabiá da Mata para o Município de Bonito e região, como verdadeiro instrumento de conscientização no âmbito da educação ambiental, bem como fiscalizador de ações contrárias à Mãe Natureza.

A Diretoria Executiva é composta pelo Presidente, Dr. Zenóbio Souza; pelo Vice-Presidente, Arlington Coelho; pelo Tesoureiro, Aldo Pedro e pela Secretária, Amanda Monique. 

Em breve a Sabiá da Mata divulgará prestação de contas de suas principais ações desde 07 de julho de 2007, data em que a entidade ambientalista foi fundada, tendo como um dos principais incentivadores e colaboradores, o empresário Douglas Cintra, administrador do Grupo Bonanza de Caruaru e Presidente do Conselho Consultivo da ONG. Também será definida a agenda de atividades em prol da defesa e educação ambiental que marcará mais um mandato dos respectivos Diretores.

Por fim, a Sabiá da Mata agradece a todos aqueles que de alguma forma colaboraram com ela na defesa do meio ambiente, sobretudo aos associados, jornalistas e a sociedade bonitense como um todo, que mostrou sua força com a campanha para modificação do projeto de construção da Barragem de Serro Azul, cuja finalidade almejada era pelo menos a diminuição dos impactos socioambientais que aquela obra irá trazer aos cidadãos da região. E o trabalho continua!

terça-feira, 17 de abril de 2012

DISK DENÚNCIA: POLUIÇÃO SONORA

 
 Uma das formas de agressão ao meio ambiente é a produção exagerada de sons que perturbam o sossego público, sendo definida como poluição ambiental (sonora) pela Lei 6.938/81, a qual instituiu a Política Nacional do Meio Ambiente. O texto legal está disposto nos seguintes termos: “Art 3º - Para os fins previstos nesta Lei, entende-se por: III - poluição, a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente: a) prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população”. 
Outra Lei Federal, a nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, torna crime a poluição sonora: Art. 54. Causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora:  Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.
Portanto, quem se sentir prejudicado com barulhos exagerados, como os produzidos por carros de som; máquinas; sons de automóveis, dentre outras formas de incômodo, pode denunciar à Polícia; ao Ministério Público ou simplesmente ligar para o Disk Denúncia (81) 3719-4545 e fazer sua reclamação anônima. Ao ligar para o Disk Denúncia, o cidadão recebe um nº de protocolo e acompanha as investigações sem a necessidade de se identificar. 
A Sabiá da Mata apóia essa idéia e a difusão dessas informações: nosso sossego não tem preço e é protegido por lei.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Sabiá da Mata retom os trabalhos

No dia 24 de março de 2012 foi realizada a primeira Assembleia Geral do ano da ONG Sabiá da Mata, onde ficou definida a assunção da presidência pelo seu titular originário, Dr. Zenóbio Souza, advogado ambientalista, idealizador e um dos fundadores da entidade. Na ocasião, Dr. Zenóbio agradeceu à Diretoria da Sabiá da Mata pela condução dos trabalhos durante a ausência dele por motivos de saúde, a qual está restabelecida, deixando todos contentes. 

O Presidente apresentou aos presentes a mais nova associada voluntária da Sabiá da Mata, a estudante de direito bonitense, Amanda Monique. Uma das presenças de destaque na reunião foi a ASSOCIAÇÃO DOS ESPECIAIS E AMIGOS DO BONITO - AEAB, que tem a finalidade de apoiar os deficientes e seus respectivos familiares na busca de conquista e preservação do seus direitos, cuja presidente é a professora Sueli. A AEAB passará a ocupar uma das salas da Sabiá da Mata a partir de abril de 2012, diariamente, em horário ainda a ser definido pela Diretoria da AEAB. O objetivo das duas associações e seus membros é ajudarem-se mutuamente, sobretudo no desenvolvimento de futuros projetos de inclusão social.

domingo, 14 de novembro de 2010

OS BICHOS DE BONITO

Livro reúne estudos sobre a riqueza da fauna do município conhecido pelas suas cachoeiras

Cidade conhecida por suas cachoeiras, Bonito reserva também uma pequena mostra da diversidade ambiental de Pernambuco. Entre córregos e pés de serra, o município situado na faixa de transição da Zona da Mata para o Agreste abriga, pelo menos, 15 espécies de anfíbios, 14 de répteis, 27 de mamíferos e 150 aves. Os números são resultado de um levantamento científico que foi reunido no livro recém-lançado Bonito Pernambuco: História e Ecologia. Organizado pelo fotógrafo Kleber de Burgos, a obra apresenta estudos de oito coautores responsáveis pelos capítulos e inclui ainda a colaboração de outros 22 pesquisadores. Mais do que isso, faz um registro da natureza e se transforma em um apelo pela preservação.


O organizador acredita que, considerando o trabalho de campo de todos os autores, o levantamento soma o período de cinco anos de pesquisas. ´O objetivo era criar um produto para profissionais e leigos preocupados em reconhecer a natureza. Acredito que criamos subsídios para o desenvolvimento de várias ações de preservação`, afirmou o fotojornalista, citando o mapeamento realizado da fauna e da flora da região. Uma das justificativas para a biodiversidade da área, segundo os especialistas, é a posição geográfica do município, favorecido por apresentar características de dois biomas, a floresta da Zona da Mata e a savana do Agreste.

Um perfil que atraiu a atenção de pesquisadores do Smithsonian Institute, nos EUA, que estiveram na região, em 1884, para coletar espécies da fauna e da flora. ´Eles encontraram uma paisagem totalmente diferente da atual, uma vez que, hoje, temos apenas 7,3% da área original de floresta atlântica`, lembra o presidente do conselho consultivo do Grupo Sabiá-da-Mata, Douglas Cintra. Atualmente, os resquícios de mata atlântica de Pernambuco fazem parte da área considerada como a mais ameaçada do ecossistema, em parte, pelo extensivo plantio de cana-de-açúcar na década de 1970.

Registro

No capítulo Aves de Bonito, a equipe da Associação de Observadores de Aves de Pernambuco (OAP) apresenta osprimeiros resultados do inventário realizado na região do Engenho Barra Azul, Véu de Noiva, Bonito Eco Park e Pedra do Rodeadouro. Durante as caminhadas, que tiveram o apoio de registro visual e sonoro (com gravadores), os observadores contabilizaram 150 espécies de aves nas três áreas investigadas em aproximadamente 25 horas de trabalho de campo. Das aves identificadas, oito estão ameaçadas de extinção e sete são endêmicas (exclusivas da região).

´A área possui tanta diversidade que fizemos os primeiros registros de algumas espécies para o estado`, destacou o biólogo Glauco Pereira, citando o curicaca (Theristicus caudatus) e o tororó (Poecilotriccus plumbeiceps). Ele ressalta que o resultado das expedições reforçou a importância de proteção e conservação da área. Um tom que todos os autores mantiveram com o intuito de revelar Bonito.




diariodepernambuco.com.br

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Folha de Pernambuco

BONITO - Será lançado, amanhã, às 19 horas, na livraria Cultura, o livro “Bonito-PE - História e Ecologia, do jornalista Kleber de Burgos, tendo como introdução texto de Douglas Cintra, suplente de senador e presidente da ONG Sabiá da Mata.



folhape.com.br

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Bonito além das belezas naturais

As belezas naturais do município de Bonito, no Agreste Meridional pernambucano, atraem milhares de turistas de dentro e fora do estado. A importância da fauna, flora e recursos naturais do lugar fizeram surgir em 2007 o Centro de Educação e Preservação Ambiental de Bonito-PE (Cepab), conhecido como Sabiá-da-Mata, que lança hoje o livro Bonito- Pernambuco: História e ecologia.

"A gente precisava conhecer a região. Sem conhecê-la, é impossível trabalhar com ela", explica o presidente do Sabiá-da-Mata, Zenóbio Malaquias de Souza.

A obra é resultado de pesquisas científicas que têm o local como campo de trabalho. Os textos são escritos por professores da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), com que a ONG Sabiá-da-Mata desenvolve parceria. "Optamos por não exaltar valores turísticos locais, a exemplo das famosas cachoeiras e trilhas", explica na introdução o organizador Klebe de Burgos.

Nada de pontos turísticos, indicações de lugares para visitar ou se hospedar. Os textos têm linguagem técnica e aprofundada. Aqui e acolá, alguns termos do estudo biológico, devidamente traduzidos no "glossário" ao final do livro.

As páginas do livro são recheadas com belíssimas imagens da cidade. Cachoeiras, paisagens e animais apresentados bem de perto. De borboletas a sapos, passando por inúmeras espécies de pássaros. As cores - fortes e naturais - são ponto forte do livro, que satisfazem ao duplo propósito de transmitir conhecimento e encantar a visão.

O lançamento acontece no salão de eventos do Plaza Hotel, que fica na Rua José Bezerra de Melo, 269, Centro, em Bonito. Com participação dos autores dos textos, o evento está marcado para as 20h. Na quarta-feira, haverá outro lançamento, na Livraria Cultura (Rua Madre de Deus, s/n, Recife Antigo). Informações: (81) 3737-1249.




diariodeparnambuco.com

sábado, 5 de junho de 2010

ONG Sabiá da Mata comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente com caminhada

O Centro de Educação e Preservação de Bonito, ONG Sabiá-Da-Mata, comemora a partir de amanhã o Dia Mundial de Meio Ambiente. A primeira atividade será uma mesa-redonda, amanhã, onde será debatida a questão do aquecimento global.

O segundo evento será no sábado com a 1ª caminhada ecológica da ONG Sabiá-Da-Mata, que culiminará com o plantio de 200 mudas. E os organizadores estão convidando todos. Participe!

A Sabiá-Da-Mata também realizará programas ambientais na Rádio Verdade e Rádio Rio Bonito, alusivos à Semana do Meio Ambiente.




bonitopernambuco.com

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Participe da caminhada e plantio de mudas nesse sábado

O Centro de Educação e Preservação de Bonito, ONG Sabiá-Da-Mata, comemora a partir de amanhã o Dia Mundial de Meio Ambiente. A primeira atividade será uma mesa-redonda, amanhã, onde será debatida a questão do aquecimento global.

O segundo evento será no sábado com a 1ª caminhada ecológica da ONG Sabiá-Da-Mata, que culiminará com o plantio de 200 mudas. E os organizadores estão convidando todos. Participe!

A Sabiá-Da-Mata também realizará programas ambientais na Rádio Verdade e Rádio Rio Bonito, alusivos à Semana do Meio Ambiente.

VEJA DETALHES DA PROGRAMAÇÃO ABAIXO:

04.06, às 19h – Abertura do evento pelo Presidente Zenóbio Souza

19h30 – Mesa-redonda sobre o tema: Aquecimento Global. Participantes: Prof. Antônio Vasconcelos (Antônio da Realiza), da UFRPE; Prof. Alexandre Saldanha, da Faculdade de Direito da AESO e OAB/PE; Dr. Valdecir Queiroz Filho, Diretor e Consultor da Empresa Terra Ecológica e Sócio Fundador da Associação Brasileira de Agricultura Biodinâmica do Nordeste e o Presidente da ONG Sabiá-Da-Mata, Zenóbio Souza.

21:00 Horas Encerramento/Confraternização

05.06 – 8h: Rádio Verdade: Programa Sabiá-da-Mata, alusivo à semana do meio ambiente. 11hs: Rádio Rio Bonito: Programa Sabiá-da-Mata, alusivo à semana do meio ambiente.

15h – 1ª caminhada ecológica ONG Sabiá-Da-Mata, partindo da Sede (em frente a igreja de São Sebastião) até o Loteamento Frei Damião, onde serão plantadas 200 mudas, doadas pela UFRPE





rauljungmann.com.br

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Esperança verde brota no horizonte

Na Paraíba, áreas para plantação de frutas e verduras sem agrotóxicos mostram que a agricultura familiar ajuda a mudar a sina de sertanejos
Ninguém acreditou quando a agricultora Maria Verônica de Oliveira, 32 anos, Verinha para os de casa, resolveu plantar no quintal fruta e verdura sem agrotóxico. Tinha perdido o juízo. Ali, no Sertão da Paraíba, só se falava em milho e feijão. Era a ladainha de sempre. Plantar e esperar que São Pedro ajudasse. Ela não quis conversa. Verinha só estudou até a 2ª série, nunca ouviu falar de Josué de Castro, mas, sem saber, seguiu ao pé da letra o conselho que o maior estudioso da fome deixou de ensinamento: “O homem de hoje deve criar o seu futuro. Para não ser esmagado por ele”. Pois foi o que Verinha fez. Foi criar o seu futuro e hoje ele é verde e próspero. Em pouco menos de meio hectare, fez uma revolução.

Dá gosto ver o quintal da agricultora, na zona rural do município de Monteiro. Alface, berinjela, mamão, acerola, tudo fresquinho e saudável. Associada a outros trabalhadores, ela vende sua produção na feira livre e nos supermercados da cidade. Comprou moto, geladeira, carro. A história de sucesso de Verinha foi um casamento de ousadia com oportunidade. A ousadia já nasceu com ela e a oportunidade surgiu quando os técnicos do Projeto Dom Hélder Câmara bateram em sua porta. Eles chegaram com uma conversa de agricultura familiar que agradou os ouvidos da agricultora. Ela enxergou ali a chance de reinventar seu destino. Tinha razão. Em todo o semi-árido, é a agricultura familiar que está mudando a sina Severina do sertanejo de fome e privação.

No Nordeste ela já responde por 84% da mão-de-obra ocupada na zona rural. Emprega sem precisar de patrão. Dá sustentabilidade e alternativa onde antes havia apenas fome e desolação. Só o Projeto Dom Hélder, financiado pelo governo federal, tem ações em seis Estados da região e investe, por ano, em torno de R$ 17 milhões. No Rio Grande do Norte, quem está animado com a novidade é o agricultor Francisco Antônio da Penha, 47. Ele e outras 30 famílias moram em duas comunidades miseráveis, que viviam de arrancar lenha para fazer carvão, mas de nome esperançoso: Sombras Grandes e Milagres, no município de Caraúbas, no Sertão do Apodi.

Lá, como na Paraíba, a agricultura irrigada abriu espaço na caatinga para a lavoura de frutas e hortaliças. “Até os passarinhos estão mais felizes”, diz seu Francisco. A maior felicidade do agricultor é saber que seus meninos agora comem três vezes no dia. “Quando vivia no mato, vivia morrendo de fome. Desde que o projeto da horta começou, não arranquei mais um pé de pau e a comida não falta mais. E sempre com uma carninha”, faz questão de dizer, sabendo o luxo que isso significa.

Em Ribeirão, na Zona da Mata pernambucana, o cenário é de cana e não de seca. Mas a necessidade de se reinventar para não morrer de fome é a mesma. Paulo Sebastião cresceu e se formou na terra. Um casamento herdado de nascimento, embora por muito tempo só pudesse usar esse chão para desfrute de outros amantes: os donos de usinas que fizeram Paulo e tantos outros carregarem toneladas de cana ainda na infância e adolescência. Aos 18 anos, ele se despediu desta mesma terra e partiu rumo à capital pernambucana, procurar matrimônios menos sofridos e famintos.

Na cidade, foi pedreiro, servente, vigilante e cobrador de ônibus. Veio o desemprego e Paulo, conhecido pelo apelido de Paciência, soube da desapropriação de alguns poucos hectares na mesma Zona da Mata de onde ele havia partido. Ele voltou à zona rural, vingando as palavras de Josué: “Este desadorado amor à terra que sempre lhe fez sofrer, faz com que o homem do Nordeste a defenda sempre (...) como se ela fosse uma mulher. É como se ele não pudesse viver longe dela, exilado deste amor”. Paciência, após 20 anos no exílio da cidade, fincou seu barraco de lona até que finalmente conseguiu seus cinco hectares.

Agora cercado pela paisagem uníssona da cana-de-açúcar, na zona rural do município de Ribeirão, e com a ajuda da capacitação da ONG Sabiá da Mata e da Universidade Federal Rural de Pernambuco, ele conseguiu construir um ambiente onde existem 46 tipos de fruteiras e 48 tipos de madeira. Paciência, a despeito de sua alcunha, fala rápido o que vê em poucos metros quadrados: abacaxi, açaí, banana, cacau, cajá, caju, café, cupuaçu, fruta-pão, jambo, mamão, manga, maracujá, pimenta do reino, pitanga e até mesmo cana-de-açúcar orgânica.

Foram três anos para recuperar o solo já ácido e erodido pela monocultura típica da região. A técnica para tanto é chamada de agroflorestamento, onde veneno e enxada são proibidos. Com as chamadas plantas adubadoras, ele dispensa químicos e colhe tudo com a mão, alternando sempre o local onde diferentes espécies são plantadas. Se alimenta de tudo o que colhe e escoa o excedente de sua produção em mercados locais de produtos orgânicos.

O próximo passo de Paciência é beneficiar alguns de seus frutos. Acaba de comprar uma casa de farinha e um engenho para fazer açúcar e planeja conseguir um freezer para armazenar polpas. “Quando cheguei aqui e comecei a plantar as árvores, teve gente que parava perto e perguntava se eu ia comer pau. Mas isso aqui é a solução para o pequeno agricultor”, diz Paciência. Verinha e seu Antônio, que estão domando a aridez do Sertão, concordam com ele. 




jconline